Um avivar das raizes

Um avivar das raizes

domingo, 20 de março de 2011

Citânia de Sanfins


A Citânia de Sanfins é uma das estações arqueológicas mais significativas da cultura castreja do Noroeste peninsular e da proto-história europeia. A sua situação geografica na região de Entre-Douro-e-Minho, terá sido factor determinante do desenvolvimento deste importante povoado. Existem indicios de que este povoado terá sido capital dos povos Calaicos, dos Brácaros, situados na margem direita do Douro.
Escavações no local permitiram a documentação de um povoado pré-histórico do período calcolítico entre os sécs. V e III a.C.
A grande dimensão deste povoado, que chegou a capital regional, resulta da união de vários outros povoados numa atitude de defesa estratégica contra as investidas da campanha do general romano Décimo Júnio Bruto.
Segundo Estrabão, com a conquista do Noroeste pelos exércitos de Augusto este castro foi transformado numa simples aldeia ocupando apenas a plataforma limitada pela muralha central, onde se procedeu a uma profunda reestruturação urbana em função do fomento da actividade metalúrgica.
Com as reformas flavianas praticadas na região, terá entrado num período de declínio, com uma população cada vez mais diminuta a cultivar os campos das imediações, até ao seu abandono em meados do séc. IV.




Campo privilegiado de investigação desde os tempos pioneiros da Arqueologia nacional, atraindo para estudo sistemático grandes vultos e instituições da cultura portuguesa e estrangeira, cumpre referir sobretudo o interesse de F. Martins Sarmento e J. Leite de Vasconcelos e, em especial, a actuação da equipa de Eugénio Jalhay e Afonso do Paço e seus colaboradores, posteriormente continuada por docentes e investigadores da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que, com o esforço de numerosas e sucessivas campanhas, tornaram a Citânia de Sanfins numa das mais prestigiadas estações arqueológicas peninsulares.


Zona dos balneários


Estátua de guerreiro

Musica:Sons da Suevia - Cheiron

domingo, 13 de março de 2011

Santa Maria Maior de Pombeiro de Riba de Vizela



Segundo a tradição o Mosteiro de Pombeiro é fundado em 1059 pertencendo á ordem dos Beneditinos, apesar da mais antiga referência documental conhecida apontar para o ano de 1099. Este Mosteiro foi doado, em 1102 pelos Sousões, família abastada e muito poderosa ligada à Corte. No ano de 1112 foi concedida Carta de Couto ao Mosteiro, atribuindo lhe privilégios e justiça própria. Inicialmente tratava-se de um edifício modesto, eventualmente vinculado à autoridade asturiana e localizado no lugar do Sobrado, medievalmente designado por Columbino.




A localização do Mosteiro, na interseção de duas das principais vias medievais da época – uma que ligava o Porto a Trás-os-Montes, por Amarante, e uma segunda que ligava a Beira a Guimarães e Braga, atravessando Lamego e o Douro em Porto de Rei – evidencia a significativa importância deste conjunto monástico Beneditino na região.
O poder da família dos Sousões, que efetuou as doações, e as dádivas dos fiéis permitiram a Pombeiro assumir-se como um potentado na região. Bens imóveis e padroados foram-se somando ao património deste Mosteiro, que chegou a possuir 37 igrejas e um rendimento anual muito cobiçado, proveniente das rendas e dos dízimos. O poder de Pombeiro estendia-se até Vila Real. Os Beneditinos, com o forte apoio da familia dos Sousões de Ribavizela, impulsionam o arranque da construção românica, cuja datação deverá residir ao longo da segunda metade do século XII, ou nas primeiras décadas do século XIII.




Após o término das obras na fachada principal, a frontaria recebeu uma galilé de três naves, destinada ao enterramento dos nobres de Entre-Douro-e-Minho, embora das tumulações efetuadas restem apenas dois túmulos românicos, atualmente localizados no interior do templo, e atribuídos, a um desconhecido nobre da família dos Lima e a D. João Afonso de Albuquerque.



Já na Idade Moderna, Pombeiro foi objeto de profundas modificações, a maioria das quais ocorridas no período Barroco. Uma das alas do claustro data de 1702, século ao longo do qual se realizaram a nova capela-mor, o coro alto, o órgão, as numerosas obras de talha dourada, as duas torres que flanqueiam a frontaria e uma parte das alas monacais.Os claustros foram alvo de remodelação nos inícios de Oitocentos, com uma campanha neoclássica, interrompida em 1834, com a extinção das ordens religiosas.








quarta-feira, 2 de março de 2011

Povoado de Chibanes-Palmela


Localizado no Parque Natural da Arrábida, em plena Serra do Louro, de onde se podem ver o Sado e o Tejo, o castro de Chibanes alia, ao seu enorme interesse cultural, um enquadramento paisagístico de rara beleza.
Os trabalhos efectuados neste arqueossítio permitiram ter um quadro bastante completo da da extensão do mesmo, e uma aproximação à complexidade arquitectural da fortificação da Idade do Cobre e ao castro da Idade do Ferro.


A mais antiga ocupação humana de Chibanes teve inicio há cerca de 4.800 anos, durante a Idade do Cobre. As boas condições naturais de defesa foram reforçadas pela construção de uma verdadeira fortificação, com espessas muralhas, guarnecidas por bastiões semicirculares.
A primeira fase da vida deste povoado desenvolveu-se até aos inícios da Idade do Bronze (há cerca de 4.000 anos) e tinha como base uma economia agro-pecuária, embora a prática da caça e de recolecção de moluscos marinhos esteja igualmente documentada. A metalurgia do cobre fez parte das actividades artesanais deste povoado. A população de Chibanes terá enterrado os seus mortos na vizinha necrópole da Quinta do Anjo.

Após um período de abandono de cerca de 1.700 anos, mas graças às suas boas condições geoestratégicas viria de novo a ser utilizado como local de residência, , em períodos de grande instabilidade sócio-po1ítíca, como foram a II Idade do Ferro (sécs. III-II a.C.) e o período romano-republicano (sécs. II-I a.C.).
A estas ocupações humanas correspondem, respectivamente, a construção de uma fortificação associada à urbanização do espaço intramuros, e a sua reformulação, sob influência itálica, nomeadamente através do acréscimo de estruturas "abaluartadas", no extremo ocidental do povoado.




Vista aérea sobre o povoado de Chibanes

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Necropole do Cerro do Castelo-São Bartolomeu de Messines







A zona da actual Freguesia de Messines parece ter sido escolhida desde os primórdios da humanidade para fixação de comunidades.Por toda a sua área tem sido descobertos testemunhos do homem pré-histórico. Mas foi principalmente no Século XIX que essas descobertas vieram à luz do dia pela mão do historiador Estácio da Veiga.
São conhecidos vestígios do Paleolítico e do Neolítico, estações típicas da Idade do Cobre, minas, menires, ferramentas, armas, sepulturas, lajes epigrafadas.
A Necropole do Cerro do Castelo conserva quatro sepulturas abertas no maciço pedregoso de Grés vermelho de Silves, dispersas por tres afloramentos que emergem na vertente sudoeste da elevação denominada como Castelo.
As câmaras funerárias medem cerca de 1.80m de largura por 0,40m de largura e 0,40m de profundidade.
Nestas câmaras existe uma moldura rebaixada para receber uma tampa monolítica.
A sociedade que construi esta necrópole assentava a sua economia numa associação agro-pastoril, encontrando na área envolvente cursos de água corrente e terrenos férteis.

Estes dois sepulcros foram abertos no mesmo bloco de arenito , o que sugere serem da mesma família


Um agradecimento especial ao Sr. Joaquim pela sua disponibilidade em mostrar o local

domingo, 13 de fevereiro de 2011

São Pedro das Águias-Tabuaço



O eremitério de S. Pedro das Águias situa-se no fundo de um vale sobre o rio Távora.A igreja tem a porta principal voltada para uma escarpa abrupta, de que se erguem, no cume, rochas muito altas: duas parecem gémeas, ladeando uma porta no céu, e outra atira-se para cima como um dedo indicador ou gigantesco falo. Nesta posição, para entrar na igreja é preciso fazer fila indiana. Associada a um lugar habitado por grandiosas pedras, e por esta estranha igreja, cuja ornamentação zoomórfica aponta para um sagrado pré-cristão, a decapitação de Ardinga, ou Ardínia, faz-nos pensar no que a respeito de lugares como este que certos monumentos, apontam para espaços de execução nas antigas povoações lusitânicas. Duas penas capitais eram a decapitação e a precipitação. Precipícios é o que não falta neste lugar que se remira no abismo. É bem provável então que a igreja de S. Pedro das Águias, sob o manto cristão, revele factos históricos anteriores, a ela subjacentes.

Entrada principal

A igreja é românica, de decoração algo bizarra, não tanto pela riqueza de figuras animais como pela presença constante e insinuante do elemento serpentino - ofita. Entre as figurações mais ou menos naturalísticas, mais ou menos estilizadas, encontrámos a serpente Ouroboros.


Uma cabeça de cobra remata um dos elementos serpentinos

Porta lateral

Interior da igreja

Quase tão velha como a própria igreja, a lenda que envolve S. Pedro das Águias transporta-nos aos remotos e obscuros tempos da Reconquista. Dois cavaleiros de Entre-Douro-e-Minho, entre atribuladas incursões na luta contra os mouros, vêm instalar-se nas margens do Távora onde construíram a sua habitação. À presença de D. Tedo e D. Rosendo na região - assim se chamavam os dois nobres - não foram indiferentes os olhos da população local. A tal ponto os seus feitos eram famosos, mesmo entre os sarracenos, que as próprias filhas do emir de Lamego, encantadas com a coragem e valentia dos cavaleiros, fugiram de entre os seus partindo ao seu encontro, trajando como disfarce fatos masculinos.
Conta a lenda que Ardinga, uma das princesas, se terá apaixonado por D. Tedo e, procurando abrigo entre os religiosos do Mosteiro de S. Pedro das Águias, aí se converte ao cristianismo para assim o poder desposar. Aí é surpreendida por seu pai que, ao ver que esta o traíra e renegara a sua fé, ali mesmo a matou "com as suas próprias mãos".
Abalado pelo amor que a jovem princesa moura lhe dedicara e pelo triste fim que por tal motivo merecera, D. Tedo terá feito voto de celibato, entregando-se à luta contra os infiéis. O cavaleiro cristão morrerá em combate em terras de Tabuaço, nas margens do rio que, por tal motivo, viria a ter o seu nome.


Cronologia
991, cerca de - construção da Igreja pelos cavaleiros D. Tedon e D. Rausendo e, por alguns eremitas fugidos aos mouros; 1117, 17 Julho - escritura passada por D. João e D. Pedro, conferindo aos monges as terras do couto, o que lhes deu o título de fundadores; 1145, 14 de Junho - abade D. Mendo, reforma a comunidade trocando o hábito negro de São Bento, pelo hábito branco de São Bernardo; 1170 - a igreja consta como pertencendo à Ordem de Cister; séc. 12, 2ª metade - os monges mudam-se para o convento de São Pedro das Águias, na freguesia de Távora; 1832 - com a extinção das ordens religiosas, o edifício foi abandonado, caindo em ruínas; 1953 / 1954 - restauro total do edifício .

Fontes:

Sant'Anna DIONÍSIO, Eremitério de S. Pedro das Águias. "Guia de Portugal", vol. V (Trás-os-Montes e Alto Douro), 2ª edição. Fundação Calouste Gulbenkian, 1988, p. 775-779.
Manuel Luís REAL, A construção cisterciense em Portugal durante a Idade Média. "Arte de Cister em Portugal e Galiza". Fundação Calouste Gulbenkian e Fondación Pedro Barrié de la Maza, 1998, p.42-96.
Ricardo TEIXEIRA, Arqueologia dos espaços cistercienses no Vale do Douro. "Cister no Vale do Douro". Porto: Edição Afrontamento, 1999, p.199-205.
José Ignacio de la TORRE RODRIGUEZ, Evolução histórica de Cister no Vale do Douro. "Cister no Vale do Douro". Porto: Edição Afrontamento, 1999, p.112-116.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Coriscada - Povoamento neolítico e aldeia rural romana




Uma campanha arqueológica no Vale do Mouro, Coriscada, revelou um povoamento neolítico com sete mil anos e permitiu descobrir uma aldeia romana que os arqueólogos acreditam ser uma "revolução" no estudo do país rural da época.
Quando se pensava que o local, no concelho de Mêda, teria tido apenas duas ocupações - nos séculos III e IV depois de Cristo (d.C.) -, as escavações de 2008 revelaram novos achados do período Neolítico, com a presença de materiais em sílica e lascas de quartzo.




"Nos inícios do século I d.C., terá sido ali edificada uma 'vila' [quinta] e já no século III d.C., um senhor abastado, à custa do rendimento agrícola gerado com vinho, cereais e azeite e também da exploração mineira do ferro, estanho, prata ou chumbo, terá reconvertido a vila chamando técnicos para o revestimento de salas de mosaico, edificar balneários, lagares e ferrarias", explicou o arqueólogo Sá Coixão à agência Lusa.




No último dia de campanha de 2007, fez eco na imprensa nacional e estrangeira uma descoberta 'endinheirada' de um tesouro monetário com cerca de 6.000 moedas, provavelmente envoltas num saco, tendo sido encontrado um resto de tecido que surpreendeu os arqueólogos pela sua sobrevivência.






Fonte de texto
http://vilafrancadasnaves.blogspot.com

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

São Pedro de Lourosa




A construção da igreja de Lourosa pertence à época de Ordonho rei da Galiza .
A igreja de Lourosa é a única de estilo moçárabe existente em Portugal. Todos os estudiosos que se têm ocupado do seu estudo atribuem o ano de 912 à sua construção, data mencionada em uma inscrição que nela se encontra.
Quando Alexandre III em 1179, com a Bula "Manifestis Probatum" reconhece D. Afonso Henriques como rei, e o seu Estado, Portugal, como reino já a Igreja de São Pedro de Lourosa tinha 257 anos.
Lourosa, a vila onde se ergue a velha igreja, fica ao sul do Mondego, na região onde vêem morrer as derradeiras ondulações dos contrafortes ocidentais da Serra da Estrela. Ali permaneceu, ignorada e tranquila, durante largos séculos. A fúria transformadora, que destruiu tantas outras igrejas dos séculos da reconquista, deixou que esta chegasse até nossos dias, acrescentada embora de adições posteriores, mas respeitada nas suas linhas fundamentais primitivas. Em escavações e estudos arqueológicos, encontraram-se vestígios da época romana e visigótica, que mostram que a igreja de Lourosa já era local de culto há mais de dois mil anos.



O campanário construído no século XII

Orientada ao poente, ostenta a fachada principal, sobre a porta, uma janelinha geminada com os seus arcos de ferradura - ajimez característico, único em Portugal. Um arco da mesma natureza, ainda vísivel, fechava o vão da porta principal, em parte entaipado, hoje, pela construção da porta actual, mais pequena. Descendo alguns degraus, pois o nível do pavimento é sensivelmente mais baixo que o do terreno exterior, penetra-se no templo. O interior da igreja de Lourosa está dividido em três naves que apresentam uma particularidade notável quanto à sua extensão, pois a nave central é muito mais comprida que as naves laterais. Arcadas formadas de três arcos de ferradura separam, a cada lado, a nave central das naves laterais. Uma pedra existente na porta principal da Igreja de Lourosa indica o ano de construção da Igreja. Era de César de DCCCCL ( 950 ) que corresponde ao 912 do calendário cristão.


A ajimez visível no topo da nave central - frestas geminadas com pequenos arcos em ferradura

Na sacristia os arcos apoiam-se pelos extremos, em impostas, e, na parte central em ábacos lisos, quadrangulares, assentes sobre colunas de tipo dórico que se supõe provenientes de edifício levantado durante o domínio romano. O arco de ferradura, nota dominante e característica do monumento encontra-se ainda nas portas de comunicação da sacristia com a nave central e com a lateral do lado do Evangelho, portas que se encontram em paredes formando ângulo recto, e ainda em outras duas, simétricas, do lado da Epístola. O alto valor deste monumento foi reconhecido só na era moderna. Até 1911 as referências eram que a igreja "foy fábrica de mouros". Só em 1911 começou a ser estudado por pessoas competentes. Ocuparam-se da Igreja de Lourosa três eminentes historiadores da arte portuguesa: cronologicamente, Virgílio Correia, Joaquim de Vasconcelos e D. José Pessanha. Todos estão de acordo quanto ao inestimável valor deste monumento, pois ele veio preencher uma lacuna na evolução artística da terra portuguesa - a lacuna que separa as igrejas visigóticas das primeiras igrejas românicas.



Arcos ultrapassados sobre colunas cilíndricas


Cronologia :

912 - Data numa inscrição sobre a porta correspondendo eventualmente às primeiras obras;

1119 -Doada por D. Teresa à Sé de Coimbra;

1132 - Coutada por D. Afonso Henriques;

1188 - Reforma de toda a parte alta da nave, logo a seguir à zona dos arcos englobando os do cruzeiro;

Séc. XIV - Obras com vestígios nas fortes colunas monocilíndricas da nave;

Séc. XV e XVI - Novas obras em capelas na zona da cabeceira;

Séc. XVIII - Colocação do púlpito no arco médio do lado Norte, elevação do arco da capela-mor e renovação dos suportes do coro-alto.


Tipologia :

Arquitectura religiosa pré-românica. Raro exemplar de igreja pré-românica ( Moçárabe ) em Portugal, apresenta estrutura típica de uma construção de 3 naves e cabeceira desenvolvida. Edifício muito reconstruído ao longo do tempo apresenta, mesmo assim características da heterogeneidade de influências culturais, artísticas e civilizacionais da época da primeira Reconquista

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sé de Silves





A Sé de Silves, um dos mais carismáticos monumentos nacionais do Algarve, cuja cobertura esteve em risco de ruir, o que levou ao seu encerramento para restauro.
A classificação de Monumento Nacional desde 1922, não impediu a degradação do edifício gótico, que esteve encerrado durante oito meses de obras de conservação e restauro.
A primeira fase da recuperação contemplou arranjos no interior e a substituição das coberturas das três naves da antiga Sé, que já foi sede do Episcopado do Algarve.
A segunda fase das obras incidiu sobre o restauro dos altares laterais, a recuperação do pavimento, a que se juntou a substituição da instalação eléctrica, e deverá estar concluída em 2015. Esta etapa de requalificação do monumento será realizada ao abrigo do projecto da “Rota das Catedrais”.
Antiga sede do Bispado do Algarve, a Sé Velha, actual Igreja Matriz de Silves, foi edificada com o belo grés vermelho da região, possivelmente no local da antiga mesquita.
O início da sua construção data da segunda metade do séc. XIII ou início do séc. XIV. Os trabalhos prosseguiram até meados do séc. XV, após desabamento parcial, tendo sido alvo de alterações arquitectónicas no séc. XVIII.
A fachada principal é dominada pelo portal gótico com um espaldar que culmina num varandim suportado por cachorros com carrancas a que acresce o óculo e os dois botaréus como elementos da construção primitiva, já que toda a restante fachada e torres são barrocas.
Ainda no exterior são de referir a grande janela ogival, com quatro colunelos, junto à escadaria, e o formoso conjunto da cabeceira da igreja.
O interior apresenta três naves, com colunas singelas e arcos ogivais e o transepto e a ábside são belos exemplos de arte gótica e a capela-mor é flanqueada por absidiais com abóbada nervurada. No altar-mor, uma imagem de jaspe de Nossa Senhora com o Menino que se supõe ser do séc. XV ou XVI.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Casa da Cultura Islâmica e Mediterrânica




Edifício construído inicialmente para ser o Matadouro Municipal de Silves em 1914, a presente Casa da Cultura Islâmica realça o esplendor da Silves muçulmana.
Está situada no extremo poente da cidade de Silves no Largo da Republica e foi reaberto em 2007.
Na sua recuperação foram preservadas a estrutura e os materiais originais do edifício, a sua cobertura com três corpos foi feita em madeira e telha de Marselha e utilizaram-se técnicas ancestrais de construção em terra, como os adobes de terra prensada e estabilizada, assim como os rebocos em tadlakt(1).


(1)Tadlakt é um estuque à base de cal apagada de Marraquexe, polido à mão utilizando uma pedra redonda, funciona como acabamento impermeável e pode ser usado no interior dos edifícios e na parte externa.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Feira Medieval de Paderne




Entre os dias 30 de Dezembro e 2 de Janeiro, a freguesia de Paderne voltou a receber o evento Paderne Medieval
A Aldeia histórica de Paderne reviveu os tempos da idade média com desfiles, torneios, exibições, mercado medieval, actuações musicais e muitos outros momentos históricos .